Contra a covardia em defesa do Rio

Ontem, dia 17/02, houve uma grande mobilização popular na cidade do Rio de Janeiro contra a tresloucada PEC do deputado Ibsen Pinheiro, que retira sem nenhuma preocupação e responsabilidade, uma quantia em torno de 7 bilhões de reais por ano do estado do Rio de Janeiro a título de nova distribuição dos royalties do petróleo.

A “proposta” da PEC do Ibsen é, no mínimo, anacrônica: a nova distribuição proposta não fará grandes diferenças nos orçamentos dos estados e municípios que seriam beneficiados, porem decreta a quase falência dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Que benefícios traria ao país colocar o Rio de Janeiro numa situação econômica ruim?

A proposta, enfim, está sendo debatida por especialístas e políticos e devidamente combatida pela população dos estados prejudicados. Por isso eu quero somente chamar atenção de uma coisa que me encomodou hoje e ontem na internet: a cobertura do evento feita pela midia.

O jornal O Dia foi o único que, desde ontem, fez uma cobertura plena, ampla e comprometida com os interesses do Rio. Mas os outros jornais colocaram, claramente, suas convicções ideológicas acima dos interesses do estado.

O Globo de hoje na internet, logo pela manhã, dava mais destaque a diminuição da emissão de cheques sem fundo no país, do que a mobilização popular ocorrida no centro da cidade. Na versão impressa ainda houve certa cobertura, mas quem lê o Jornal O Globo impresso? Alias, as Organizações Globo tem um histórico que mostra o quanto detestam e combatem abertamente qualquer manifestação popular: em 1984 escondia sem nenhum pudor as mega-manifestações, feitas pelo país a fora, que reivindicavam as eleições diretas. Se a Globo teve a capacidade de abster-se de momento histórico tão emblemático, imagine se tratando do evento de ontem, mesmo com forte chuva reuniu mais de 150 mil pessoas, que fortalece politicamente o governador Sérgio Cabral, aliado de primeira hora do Presidente Lula. O Jornal do Brasil seguiu a linha do O Globo.

Outro destaque deste imbróglio todo é o silêncio, contumaz na verdade, do governador José Será, afinal São Paulo também é um dos prejudicados. Ontem o governador finalmente se pronunciou, parece até ter sido pressionado a dizer alguma coisa, e disse que a nova distribuição dos royalties era “inaceitável”. Como sempre o José Serra demora a dizer qualquer coisa, para desespero dos seu aliados políticos, mas quando finalmente diz, não diz nada de original. O Paulo Henrique Amorim deve ter razão quando diz que é mais fácil o Vesgo do Pânico ser eleito presidente do que o José Serra. Em tempo: a Dilma já já atropela o Serra.

Por hoje é só amigos e deixo as imagens de ontem no Rio: como é bonito o povo nas ruas reivindicando seus direitos!

Mais imagens do evento em www.odia.com.br

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